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Apesar inda de ainda estarmos em fevereiro, The Messenger, o primeiro disco – realmente – solo de Johnny Marr, ex-guitarrista do The Smiths, já está entre os melhores álbuns do ano – e isso que só saiu oficialmente na próxima semana. Portanto, o Nada de meias palavras já traz um “faixa a faixa” para que você saiba o que esperar.

The Right thing right

Mais que as guitarras, o que mais chama a atenção nessa faixa é o vocal de Marr que, ao invés de soar como nos seus tempos de Eletronic – banda com Bernard Summer do New Order – tem uma ligação muito maior com sua estada no Modest Mouse e no The Cribs, tirando sua casquinha de Isaac Brock e Gary Jarman. Por onde passou, Marr não exibia muito seus dotes como cantor, por isso, talvez, a surpresa.

I want the heartbest

Assim como na faixa de abertura, I want the heartbest, em questão de sonoridade, está muito longe do que produziu com o The Smiths, lembrando muito mais as bandas que surgiram nos anos 90. As guitarras são cruas e sem censura. A bateria é rápida e mostra a agilidade do quase cinquentão Johnny Marr em ser um frontman. Sem dúvida, uma das melhores músicas do disco.

European me

Comparada às duas músicas anteriores, essa pode ser considerada até lenta. Com um vocal que à lá Noel Gallagher, European me conta com uma melodia intrincada, cheia de nuances e uma letra simples e sem rodeios. É uma possível candidata a single e deve agradar aos fãs mais ortodoxos de britânico.

Upstarts

Uma das canções mais empolgadas do disco e a segunda a ser liberada para audição, Upstarst será lembrada pelo riff que marca bem a introdução e algumas passagens na faixa. Assim como a maioria das faixas, a letra é um apoio para a guitarra e não o contrário. Obviamente, isso não é ruim, afinal, é um álbum de guitarrista.

Lockdown

Johnny Marr possuiu um lado sombrio e ele está muito bem arranjado em Lockdown. Mas quem espera o ex-Smiths chorando pitangas ou reclamando, se engana: a Marr abusa da maturidade para compor uma das faixas mais interessantes e diferentes do seu trabalho mais recente.

The Messenger

Não há como negar que a faixa-título é a melhor do disco. Por alguma razão, no momento em que ouvi The Messenger pela primeira vez foi impossível não pensar em um clássico de seu repertório: This charming man. Seja pelo timbre agudo e pela melodia repleta de nuances, essa música, por si só, já vale o disco.

Generate! Generate!

Por falar em “me lembrei de… ao ouvir” fique com a impressão de estar diante de uma música dos anos 60 ao ouvir Generate! Generate!. Particularmente pretensiosa, a música é cantada como mantra, como se Marr conclamasse quem o ouve a uma ritual.

Say demesne

Tão sombria quanto Lockdown, Say demesne é um dos pontos baixos do disco, mas isso é até normal e não faz com que o álbum perca o seu valor. Se compararmos a muito coisa que escutamos por aí, bem, ela é uma pérola.

Sun and moon

Mais uma para arrebatar a galera com as guitarras cruas, Sun and moon não decepciona. Mas é importante não dar muita atenção às letras, principalmente, se você for um “devoto” de Morrissey, pois, como eu já disse, as palavras não são nem de longe o mais importante de The Messenger.

The Crack up

Marr surpreende pela criatividade e capacidade de se reinventar com esse novo trabalho. Cheia de elementos psicodélicos e pop, a décima faixa também faz valer o disco e deixa claro que o inglês não está de brincadeira. Nesse caso, The Crack up tem – junto com a canção título – uma das melhores letras do disco.

New town velocity

Essa também já tinha “vazado” e o Nada de meias palavras já a tinha revelado aqui. New town velocity é, no mínimo maravilhosa e vai levar o público ao delírio nos shows – mesmo não sendo uma das trilhas mais rapidinhas do disco.

Word starts attack

The Messenger começa surpreendente e termina mais ainda. A impressão que sem tem com final de Word start attack é que há “continua”. O que, por sinal, é bom. Algo que me diz que é essa a música que irá fechar as apresentações ao vivo de Johnny Marr. Marcada com riffs e um solo fabuloso, vai cair nas graças dos fãs logo, logo.

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