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Nada de meias palavras

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Nada de meias palavras

Arquivos de Categoria: Literatura

Chico Buarque completa 69 anos nessa quarta-feira

19 quarta-feira jun 2013

Posted by jonatanrafaeldasilva in Ensaios, Literatura, Música, Notícias

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Chico Buarque, ensaios, Literatura, Música

Chico Buarque é uma daquelas figuras-prodígio que aparecem poucas vezes na Terra. Completando 69 anos nessa quarta-feira (19), Chico atravessou diversos momentos em sua vida e em sua carreira chegando, em muitos momentos, a criar a confusão das ideias entre o que é arte e o que é mundo real. Prova disso é sua incursão pela música, literatura e teatro, cada uma com competência e qualidade, tanto que não são poucos os prêmios que acumulou, como o Jabuti, pelo livro Leite derramado, de 2009, que, apesar de toda a polêmica, foi mais merecido.

Figura importante no processo de redemocratização do Brasil, Chico chegou a ter de ir embora – em uma espécie de autoexílio – para a Itália, além de criar um heterônimo, assim como Pessoa, um dos de seus poetas preferidos, para fugir da censura que já não avaliava mais suas letras, simplesmente as vetava. Julinho da Adelaide, o “alter ego” malandro criado por Chico, era filho de uma negra com um alemão e chegou dar diversas entrevistas aos jornais brasileiros.

Nessa época, Chico Buarque havia se transformado em um verdadeiro herói da resistência, criando uma aura ainda maior em torno de si, mas ainda assim permaneceu avesso aos holofotes que tanto o persegue. Tímido, ele nunca escondeu que não gosta de aparecer e que não é muito afeito aos shows que seus fãs tanto pedem.

Bastidores

Quando “reapareceu”, em 2011, com Chico e uma turnê que percorreu todo o Brasil, houve a prova de que a admiração por ele não tem idade. Não era difícil encontrar um público heterogêneo em seus múltiplos sentidos: homens, mulheres, crianças, enfim, gente de todas as idades. Os vídeos que eram disparados diariamente com cenas de bastidores da gravação do álbum se transformaram em coqueluche e povoavam as redes sociais.

Quase chegando aos 70 anos, Chico Buarque é tão atual como quando tinha 20. O homem mudo. O artista, também, no entanto, sua importância cresce com o passar dos anos e se transforma em parte da história cultural do Brasil.

Relembre as diversas fases de Chico

A Banda

Apesar de você

História de uma gata

Geni e o zepelim

Seu eu soubesse

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Cinco livros que valem a pena esperar

19 quarta-feira jun 2013

Posted by jonatanrafaeldasilva in Literatura

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Literatura, Série 5

O Nada de meias palavras lista cinco livros pelos quais vale a pena aguardar o lançamento. Temos tanto reedições, como no caso de Vinicius, e obras inéditas, como o caso de Schulze.

Jazz & Co. – Vinicius de Moraes

O anjo esmeralda – Don DeLillo

Alta fidelidade – Nick Hornby

Adam e Evelyn – Ingo Schulze

O Vale do fim do mundo – Sándor Lénárd

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Hoje é Bloomsday!!!!!

16 domingo jun 2013

Posted by jonatanrafaeldasilva in Literatura

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Bloomsday, James Joyce, Ulysses

O dia 16 de junho é a prova do poder da literatura sobre a sociedade – ao menos uma parcela dela. A data é, nada menos, que o dia em que Leopold Bloom tenta chegar ao velório de um amigo e acaba, sem querer, (re)vendo sua própria vida e como toda o mecanismo mesquinho da humanidade funcionam. Bloom todos os anos deixa Ulysses, lançado por James Joyce em 1922, e ganha os “pubs” ao redor do mundo, como fonte ininterrupta de interpretações e compreensões.

Inspiradas pela épica Odisseia, de Homero, Bloom percorre as ruas de Dublin e encontra amigos, faz inimigos e reflete sobre uma possível traição de sua mulher, Molly. Entretanto, para explicar aos não-joyceanos, Ulysses brinca com a narração, colocando em um mesmo livro diversos narradores, sem contar os gêneros literários que se misturam em profusão e concebem um dos maiores marcos da literatura mundial. Parabéns a todos nós em mais esse Bloomsday.

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Dan Brown, um escritor dos infernos

14 terça-feira maio 2013

Posted by jonatanrafaeldasilva in Crítica, Ensaios, Literatura

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Crítica, Dan Brown, ensaios, Ian McEwan, Inferno, Literatura

Chega às livrarias dos Estados Unidos nesta terça-feira (14) o quarto livro da trilogia (??) com o professor simbologista Robert Langdon. Inferno, escritor por Dan Brown, o “célebre” autor de O Código Da Vinci, é inspirado pela versão dantesca, literalmente, do mundo dos mortos. Assim seus antecessores, Anjos e demônios, o já citado O Código Da Vinci, e O Símbolo perdido, inferno é um emaranhado de teorias da conspiração presas por uma história tênue e segue algo que mais parece um esquema – como veremos adiante.

Dan Brown, uma espécie de Nora Roberts, porém, muito menos profícuo, ganhou fama em 2003 ao lançar ao mundo a “grande teoria” de que Jesus teria se casado com Maria Madalena e que, aos olhos dos parvos, se transformou em algo revelador sobre a história do cristianismo. Fenômeno de massa até em Bagdá. Aos poucos foi se descobrindo que todo o enredo não passava em um copiar e colar de que diversos outros autores fizeram. Qual o grande feito de Brown, então? Encadear ideias e romanceá-las. O que o diferenciaria, por exemplo, de nomes importantes da ficção contemporânea como Philip Roth e Ian McEwan?

Em suma, a qualidade do texto. Enquanto McEwan transforma operações militares verídicas, como a retratada em O inocente, ou fatos históricos determinantes, como o 11 de Setembro em Sábado, Dan Brown vive em um mundo à parte, algo à lá Paulo Coelho, imerso em suposições esotéricas e religiosas, baseadas por crenças e nada mais.

Esquema tático

Quem já leu a “trilogia” com Langdon deve ter atentado a um esqueminha criado pelo autor. Ao que tudo indica, ou ninguém se deu conta propriamente, ou seus leitores realmente não se importam de ler sempre o mesmo enredo engessado, porém, com alguns acontecimentos diferentes.

O desenleio das histórias é muito simples.

ASSASSINATO => MISTÉRIO REVELADOR => ROMANCE INEVITÁVEL

Não há diferenças no desenrolar, os três livros seguem a mesma fórmula embora, logicamente, mudam-se os personagens secundários, os acontecimentos e os lugares. O que esperar de Inferno? Apenas mais uma repetição.

Ao redor do mundo, este é considerado o grande lançamento, o livro que irá salvar as vendas de 2013, da mesma forma como aconteceu com Morte Súbita, de J. K. Rowling, no ano passado. Quando se vê livros como estes, incluindo o 50 tons de cinza, chegando ao topo da lista dos mais vendidos uma pergunta não cala: até que ponto vale a pena uma leitura ruim para alguém que não tem o hábito de ler? Ou ainda: até que ponto esse tipo de leitura é válida?

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Especial Fim de semana: “Laranja mecânica”, a distopia real

23 sábado fev 2013

Posted by jonatanrafaeldasilva in Ensaios, Especial Fim de semana, Literatura

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Anthony Burguess, ensaios, Especial Fim de semana, Laranja mecânica, Literatura

laranja

Anthony Burgess completaria 96 anos na próxima segunda-feira (25), por isso, nada mais junto que o Especial Fim de semana homenageie o livro mais importante deste autor: Laranja mecânica. Lançado em 1962, a obra – junto com 1984, de George Orwell, e Admirável mundo novo, de Audus Huxley – faz parte do inconsciente coletivo quando o assunto é distopia, principalmente, pela sua mais famosa adaptação cinematográfica sob a direção de Stanley Kubrick, em 1971. Apesar de Andy Warhol ter feito a primeira investiga fílmica sobre o livro, Vinyl (1965), somente com o realizador de 2001: Uma odisseia no espaço Burgess viu o sucesso de sua obra-prima dentro da sétima arte.

Mesmo sua produção indo mundo além de Laranja mecânica – sendo composta por obras de não ficção, literatura, ensaios sobre linguística, além de sinfonias e peças teatrais – a saga de Alex e seus druguis é considerada sua maior realização, seja pelo feito de – assim como Orwell em seu clássico – conceber uma linguagem complexa e própria repleta de neologismos à qual chamou de nadsat e era composta, em suma, de sufixos e palavras russas e também das gírias de algumas “tribos” da Inglaterra, como os mods e os rockers – considerados os rebeldes de sua época.

Outra artimanha para conbecer a nadsat foi a inspiração na prosa caótica de Joyce em Finnegans wake, o discurso elisabetano de Shakespeare e a Bíblia, na famosa tradução do Rei James.

Recheado de ultraviolência, as páginas se transformam cada vez mais em eventos reais e, por isso, se torna ainda mais atual, mesmo já tendo completado 50 anos de sua primeira edição. Apesar desse caráter agressivo, Burgess deixou sua marca como católico devoto e usou justamente essa figura religiosa de si para rebater as acusações que recebeu. Nascido da necessidade urgente de deixar à esposa um material digno de espólio, graças a um diagnóstico errado e que apontava o autor com um tumor cerebral, o livro só pode ser concebido porque o escritor descobriu a sua “sobrevida”.

Juventude transviada

A história de Alex funciona como uma sátira cáustica da juventude em todos os tempo e é esse o principal fator que faz com que o livro tenha feito – e ainda faz- tanto sucesso e permite uma importante reflexão sobre a condição social do adolescente e do jovem em geral. Ao formar a gangue, o sociopata traz à tona todas as suas angústias e as dá ao mundo.

Prova cabal, seu fanatismo por música clássica, em especial Beethoven, é o reflexo daquilo que foi exposto em Juventude transviada com James Dean: uma menino bem nascido, mas que sucumbi às pressões sociais e se transforma em um pária, ignorado e subjugado. Entretanto, esse caminho é trilhado sozinho, apesar da companhia de seus druguis – “camarada” em nadsat -, pois, em certo momento é abandonado pelos seus e acaba submetido à Técnica Ludovica, uma espécie de lavagem cerebral para promover a reabilitação de delinquentes juvenis.

Muito além das páginas

Na é difícil imaginar que Laranja mecânica faz parte da cultura mundial e inspirou diversos artistas em vários seguimentos. David Bowie revelou que usou vários aspectos do livro para compor seus álbuns apocalípticos – Ziggy Stardust (1972) e Diamond dogs (1974) – e criar os personagens de ambos – o próprio Ziggy e Halloween Jack.

O visual de Alex – também em sua adaptação cinematográfica de Kubrick – foi responsável por servir de inspiração ao estilista Alexandre Herchcovitch compor sua coleção masculina em 2010. A gravadora Korova, responsável por dar ao mundo discos de Echo and the bunnymen e The Sound, tem seu nome inspirado no Korova Mil Bar, point dos druguis. Vale lembrar, por sinal, o trocadilho de Burgess, já que korova significa “vaca” em russo.

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Envolto em coincidências, Prêmio Benvirá revela vencedor da segunda edição

20 quarta-feira fev 2013

Posted by jonatanrafaeldasilva in Literatura, Notícias

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Luis Sergio Kraus, Oscar Nakasato, Prêmio Benvirá, Prêmio Jabuti

O Prêmio Benvirá, pertencente à editora homônima e selo de literatura da Saraiva, já revelou o vencedor de sua 2ª edição. Com mais de 1.500 participantes, o professor e tradutor de literatura judaica e hebraica na USP Luis Sergio Kraus teve seu livro, Deserto, escolhido por uma banca formada por José Luiz Goldfarb, Luiz Bras e Anna Maria Martins. Goldfarb, por sinal, é o curador do Prêmio Jabuti, que ano passado – a seu contragosto – laureou o paranaense Oscar Nakasato, vencedor da primeira edição do Benvirá, em 2011.

O livro de Kraus, assim como o do maringaense, é uma viagem na história do próprio escritor e remete à sua juventude, quando deixou o Brasil para ir à Israel em busca de suas origens. Nakasato, também professor, com Nihonjin, narra a imigração japonesa ao Brasil e os conflitos desse processo.

Kraus não só terá seu livro publicado pela editora, como também recebeu um prêmio de R$ 30 mil. Ainda não há previsão para a chegada de Deserto às livrarias.

Pequena coincidência

A segunda edição do prêmio parece realmente estar envolta em coincidências. Goldfarb, da mesma foram como o vencedor, também é dedicado ao estudo da cultura judaica, sendo presidente da Cátedra de Cultura Judaica da PUC-SP.

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“Finnegans Wake”, um sucesso na China e “Ulysses”, um fenômeno no Brasil

16 sábado fev 2013

Posted by jonatanrafaeldasilva in Ensaios, Literatura, Tradução

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James Joyce, Literatura, Ulysses Finnegans Wake

james joyce

O assombroso fenômeno que tornou Finnegans Wake (1939) – considerado uma das obras mais difíceis de todos os tempos – do irlandês James Joyce um sucesso de vendas em sua tradução na China tem virado manchete ao redor do mundo. Primeiro, porque o calhamaço de sete volumes por si só deixa leitores, mesmo os mais preparados, de cabelo em pé pelos diversos trocadilhos, jogos de palavras e armadilhas linguísticas criadas pelo autor em diversos idiomas.

A edição chinesa se chama Fennigen de Shouling Ye e foi traduzida para o mandarim pela professora Dai Congrong, de “apenas” 41 anos, e levou oito anos para ficar pronta – o que não é nenhuma eternidade se considerarmos a dificuldade da empreitada e suas muito mais que mil páginas.

A intenção de Congrong é que o livro estivesse ao alcance de estudiosos e escritores, nunca pensando que se transformaria em um fenômeno arrebatador de vendas na China. Para se ter uma ideia, de acordo com o jornal inglês Guardian, a primeira tiragem do primeiro volume saiu com oito mil exemplares e esgotou em um mês. Reparação, do britânico Ian McEwan, considerado um best-seller por lá, vendeu ao todo cinco mil cópias.

Aqui e lá

Quando questionada sobre os métodos utilizados para a transposição dos idiomas, a professora afirmou que teve se simplificar algumas frases, criando períodos mais curtos, porque, caso contrário, seria praticamente impossível. Não é difícil imaginar o porquê muitos leitores não conseguem passar da folha de rosto.

A proposta da tradutora, apesar de controversa, é muito parecida com a escolhida pela professora Bernardina da Silveira que, no começo deste século, fez a segunda tradução de outro clássico joyceano: Ulysses (1921). A principal intenção da brasileira era, justamente, não criar rodeios na linguagem do livro – acusação e pecha que Houaiss carrega até hoje por conta do lançamento da sua tradução em 1966.

Por sinal, a tradução do filólogo ficou um tanto esquecida e longe das prateleiras até o ano passado, quando o curitibano Caetano Galindo levou ao público a terceira tradução do livro que, desta vez, manteve o “y” do título e tinha como principal intento nem ser difícil e nem ser fácil, “somente” fiel ao original. Com o retorno de Ulysses criou-se certo frisson sobre a obra e seu autor, dando novos ares ao irlandês.

Pensando dessa forma, o que se vê por lá não é muito diferente de que se viu por aqui.

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Sylvia Plath: entre o mito e a verdade

11 segunda-feira fev 2013

Posted by jonatanrafaeldasilva in Ensaios, Literatura

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ensaios, Literatura, Sylvia Plath

sylvia

Passados exatos 50 anos da morte de Sylvia Plath (1932 – 1963), completados nesta segunda-feira (11), a identidade da mulher que se matou ao inalar gás de cozinha no fogão de sua casa – e isolou o cômodo para que não atingisse seus filhos que ainda dormiam – permanece uma incógnita. Enquanto alguns biógrafos a definem como desesperada – e colocam a chave desse desequilíbrio muito mais na sua relação com a mãe que com o marido, Ted Hughes (1930 – 1998) -, outros mostram que Plath entrou em colapso simultaneamente ao início do reconhecimento de sua poesia.

De certa forma, as duas hipóteses não estão, de um todo, erradas. A morte chegou a ela menos de um mês após lançar A Redoma de vidro, livro que ajudaria a cunhar a imagem de mulher dramática e à beira de um ataque de nervos. Sua obra-prima, Ariel, só seria lançada dois anos depois de sua morte e seria o primogênito de muitos “filhos póstumos”, dos quais destacam-se as várias edições que seus diários receberam.

Muita gente acredita que estaria, justamente, nesse conjunto confessional – assim como sua poesia – de anotações a chave para compreender a mulher, a artista e, acima de tudo, a suicida Sylvia Plath que, depois de descobrir as traições recorrentes de Hughes, não colocaria um ponto final apenas no casamento. Outro fator que corroborou para a deterioração de Plath está centrado no fato de Ted foi morar com a “outra” – o que teria a enlouquecido e feito com que ficasse alguns meses sem sair de casa.

Censura?

O namoro que havia começado na faculdade e se transformado em um verdadeiro romance hollywoodiano, uma joie de vivre, culminou em uma relação trágica e que ajudaria a pontuar a carreira meteórica de Sylvia Plath que, assim como James Dean (1931 – 1955) e Ian Curtis (1956 – 1980), recebeu uma “pequena ajuda” de seu próprio fim para poder entrar para o mainstream.

Voltando à questão dos diários, quem os lê não encontra nenhuma revelação, nenhuma verdade inesperada sobre ela. Essa falta de fatos se deve, em partes, à possível edição feita por Hughes nos textos que poderiam comprometê-lo. Além disso, todo o espólio ficou legado à cunhada de Plath, Olwyn Hughes – por quem, por sinal, não nutria grande admiração – o que leva a crer que tenha existindo uma espécie de censura sobre diversas situações que poderia macular a honra da família Hughes.

Como desgraça pouca é bobagem, a linhagem dos Hughes parecem ter um quê de Kennedy. Nicholas, o filho mais novo de Ted e Sylvia, nascido em 1962, teve um fim parecido ao da mãe. O biólogo se enforcou em março de 2009 em sua casa. Frieda (1960), primeiro filho do casal, afirmou que o irmão tinha uma forte depressão.

Sylvia Plath lê “Daddy”

Entrevista concedida em 1962

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Emma

08 sexta-feira fev 2013

Posted by jonatanrafaeldasilva in Ficção, Literatura

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Emma, ficção inédita, Jonatan Silva

I

A prostituta chamava-se Emma e, apesar da origem russa, adotara um nome francês. Sua pele clara e os cabelos de tom albino atraíam quase todas as atenções com os movimentos de dança que lembravam um ballet clássico, a despeito da lascívia de cada passo. Naquela noite, o cassino – um palacete centenário do Centro Histórico que um dia já abrigara a prefeitura da cidade – estava cheio; os homens mais importantes e também os mais medíocres tinham deixado suas casas, suas famílias para comungarem juntos daquele espetáculo.

As vozes que se ouviam era, quase em sua totalidade, indistintas, fosse pelo álcool, pelo medo de ser reconhecido ou pela simples esbórnia, ninguém se reconhecia à meia-luz. Na roleta, vozes faziam apostas altas, blefando e comentando sobre os assuntos mais diversos. Todos falavam de política e, ao mesmo tempo, ninguém tocava no assunto. Mais alto que as vozes as palavras eram as risadas e o tintilar do gelo navegando pelos copos. Pouco a pouco, cada homem ali se transformaria em amigo de outrem, não importando as imensas lacunas sociais criadas no convívio.

Ainda não havia começado a chover quando Emma uma mesura, dando a entender que deixaria o palco e se recolheriam. Novas notas começaram a pular entre gritos ululantes de plateia em frêmito, plateia suplicante, exigindo que ela permanecesse. Diferentemente de outros dias, a prostituta ignorou os chamados, colocou os pedidos de lado, e saiu, cruzou a cortina e desfez o ar lépido que tinha sob a ribalta.

De início, ouviram-se protestos, palavrões e tudo mais, logo depois, o episódio foi esquecido e cada concentrou-se no que estava fazendo. Um homem alto, dono de uma loja da tapetes, continuou a conversar com os amigos e contar as histórias de sua infância. Todos na mesa riam, como se não conhecesse as palavras que o árabe contava. Alguns – entre eles o judeu que estava também à mesa – chamavam-no de Persa, apelido que tentou desvencilhar-se com ameaças ininteligíveis, mas que acabou por dar-lhe fama e fortuna.

Persa estava entre os mais alegres e tamanha descontração era proporcional ao número de garrafas e garotas dispostas em sua mesa. O judeu, um homem pequeno, gordo e barba grosseira, ficara viúvo há três anos e, desde então, frequentava com certa assiduidade o cassino. Os filhos estavam todos morando fora do país e, portanto, nada o impedia de estar ali. Por sempre estar envolvido com a vida financeira da cidade, Joshua, esse era o nome do judeu, estava, com alguma frequência, isento de pagar pelo que consumia – fosse por estar com algum “amigo” ou por receber alguma honraria do dono do estabelecimento. Naquela noite, Joshua estava ligado a Persa e ao dono do Cassino.

Não muito longe dali, na mesa de pôquer, um homem vestindo preto, jogava com tamanha avidez, mas que, não obstante sua ganância pela jogatina, perdia quase tudo trouxera e não demoraria muita teria de pedir ajuda ao judeu. Ignorado pela maioria das mulheres da casa – e por alguns homens também – aquele homem era o Pároco. Sem temor, ele jogava como que de brincadeira, como se as fichas sobre a mesa não passassem de adereços que ajudassem a compor o cenário propício para que as coisas acontecessem.

Não era somente o Pároco que não exibia cautela, o ambiente de complacência recaía a todos, sem exceção. Giovanni era um homem pobre, um agricultor de avós italianos, mas que não fizera fortuna e ainda trabalhava sob o jugo dos mais ricos. Entre as paredes do cassino ele não era pobre, não se vestia feito camponês e não falava errado; transformava-se em um homem tão digno de respeito por quanto todos os outros.

II

Emma tinha deixado sua cidade, ao sua da Rússia há muitos anos. Ninguém sabia seu nome verdadeiro, mas, naquelas circunstâncias este assunto se transformara em algo morto e inerte, como  algo que não precisava ser remexido. Na realidade, a prostituta não tinha uma beleza muito diferente da mulher cada homem que ia ao cassino, porém, o status criado ao estar com prostituta que figurava sobre os varões era algo a ser comparado com a riqueza que os mais abastados e, literalmente, afortunados, possuíam.

Sabia as palavras essenciais para se virar e isso já era o bastante. Nunca se dera ao trabalho de construir frases inteiras ou ler um livro que não estivesse em sua língua. Nada melhor que os autores russos, dizia. Joshua foi a primeira pessoa a receber na cidade, alugando a ela um pequeno quarto em uma pensão. Para poder pagar o abrigo, negociava o corpo – não somente com o judeu, mas com outros homens dispostos a enfrentá-la tal à Geni e Bola de Sebo.

Não lhe bastava dormir, era preciso comer. Semanalmente, Emma ia até a pequena fazenda de Giovanni para tratar da compra de alimentos. Por vezes, consegui pagar ao italiano com o dinheiro que recebia de outros, entretanto, em algumas ocasiões prometia pagar-lhe na semana seguinte, quando recebesse dinheiro que estavam a lhe dever – embora, ela jamais tivesse sido credora de alguém. Para pode fugir da dívida, Emma usava o corpo esguio e atraente.

Nenhum destes homens tinha coragem de mencionar o fato, os negócios escusos feitos à surdina, à socapa com um meretriz, fato que ajuda a manter segredo e não denegrir a imagem da forasteira que era abrigada pela cidade, chegando já devedora, tendo de custear com a própria vida os seus dias.

Emma tinha onde dormir, tinha o que comer, mas passava frio. Não bastassem os altos preços cobrados pelo judeu, a Russa precisava ainda se virar com os cobertores que ele lhe dispunha. Com a chegada do inverno, algumas semanas após o “desembarque” na cidade, ela precisou procurar uma das lojas do Persa. Não se interessava por tapetes, não queria nenhum adorno, somente cobertores para que frio lhe fosse mandado embora.

Nas primeiras vezes, Emma pagou a ele com dinheiro, dinheiro que recebia que Joshua e Giovanni, mas vieram as necessidades maiores, como a compra de fios e tecidos para que pudesse fazer, remendar e costurar suas roupas e, nessa hora, faltava o aparato financeiro, precisando apelar para os domínios possuídos pelo que o corpo lhe ensinara.

Aos poucos, Persa transformara-se em um frequentador costumeiro daquelas pernas e, assim como os demais se mantinha calado sobre as relações. Emma possuía a consciência de que era guardiã de um segredo importante e que, se relevado, tombaria toda a cidade.

Entrementes, assim como o corpo, há momentos em que as vacas magras atingem o espírito e quando esse momento chegou, Emma foi de chofre procurar o Pároco que a recebeu como filha, deu-lhe a Paz de Deus a abençoou para que pudesse fixar-se na cadeira da confissão com maior desenvoltura. Sinto-me só, dizia ela. Tenho todos os homens, mas não tenho nenhum, completou.

Explique-se, disse o Padre.

Em uma torrente, ela contara a ele tudo. Nada omitiu ou transgrediu. O Pároco ouviu – sibilando palavras contra aquela mulher, aquela pecadora feita Maria Madalena e que esperava nada mais que o perdão – e tentou refletir sobre as palavras que escutava, só que havia algo mais forte dentro dele que fazia com que a odiasse por um todo; um sentimento que a consumia e que, se pudesse, seria convertido à regra antiga, à lei que dizia que as prostitutas deveria ser recebidas com pedras.

O Pároco a colocou para fora, sem dizer uma única palavra. Emma sentiu que um problema de espírito não poderia ser resolvido com o corpo e foi embora. Decidira que não negociaria seus meandros por favores, faria dinheiro vivo com suas entranhas e colocou-se a caminho do Cassino, onde foi recebida como rainha – único lugar que a ela o valor que possuía, não como meretriz, mas como mulher.

Aqueles homens todos descansavam após lambuzar-se nela e colocavam suas costas sobre as poltronas, esvaindo-se da culpa que possuíam sobre o destino da russa.

III

No Cassino, realidade e sonho se confundia e, na maioria das vezes, se transformavam em uma coisa só, sem definição total do que era um e outro. Emma, talvez fosse a única pessoa ali dentro a ter plena consciência disso, sabedora, graças ao seu dever de enrodilhar os homens e criá-lo à sua imagem.

Os passinhos lentos com os quais deixou o casarão em nada lembravam seu ballet, sua fanfarronice de sempre. Já na porta de saída, Emma encontrou uma das meninas, Lady Godiva, que se aprontava o momento em que entraria no palco e encenaria um número musical cheio de gestos largos e exagerados.

Lady Godiva tinha uma história tão difusa quanto Emma, mas não guardara para si e colocara à frente de si própria como uma apresentação, um prólogo que explicava o porquê era o que era. Quando as duas se cruzaram, no exato momento em que começou a cair uma chuva e monótona, não trocaram uma só palavra, mas isso era sinal de que Godiva concordara e estava plena em relação à amiga.

Emma lembrou-se da galhofa de Lady Godiva de que ambas deveriam ingressar em um convento qualquer. Esse episódio se ligava, ao menos na memória de Emma, à anátema do Pároco e a si própria.

As duas nada tagarelaram, pois havia alguns minutos que Lady Godiva estava atrasada para estar sobre o palco e alguns dos homens pediam por ela. As primeiras fagulhas não foram percebidas, o farfalhar das faíscas foi abafado pela chuva. Quando o festão, enrolado ao pescoço de Lady Godiva se incendiou, todos os que estavam no Cassino puderam perceber que o fogo já tomava conta de boa parte do palco, dominando as cortinas e se esgueirando pelos cantos e, em poucos minutos, consumindo todo o casarão.

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Especial Fim de semana: Entrevista exclusiva com o poeta e tradutor Fernando Koproski

01 sexta-feira fev 2013

Posted by jonatanrafaeldasilva in Especial Fim de semana, Literatura, Poesia

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Especial Fim de semana, Fernando Koproski, Literatura, Peosia

O convidado dessa semana é o poeta e tradutor curitibano Fernando Koproski. Dono de uma obra sólida em suas duas “funções”, Koproski nos coloca em xeque ao tratar a verdade da poesia e sua função no mundo atual. Autor de Nunca seremos tão felizes como agora (7 Letras, 2009), Tudo o que não sei sobre o amor (Travessa dos editores, 2003) e Pétalas pálpebras e pressas (Sesquicentenário, 2004), tem no currículo poemas traduzidos de Leonard Cohen e Charles Bukowski.

Como surgiu a poesia em seu caminho?

A poesia é um acaso, uma espécie de acidente, uma voz que chama não os melhores, nem os mais belos, mas provavelmente uma convocação aos mais feios, desajustados, talvez problemáticos ou simplesmente despreparados para ficar frente a frente com a beleza e a verdade. E pra mim, a poesia simplesmente surgiu. Não consigo divisar qual momento, ou evento pudesse ter me levado pra essa vida. Às vezes parece que sempre estive despreparado para isso. Mas vou escrevendo meus versos e aos poucos tateando e reconhecendo o rosto do poema no escuro.

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A sua poesia tem um quê de musicalidade – vale lembrar sua parceria com o Carlos Machado e tantos outros. Um poema nasce para ser poesia ou já é concebido para ser cantado?

Acho que os poemas já nascem com sua música interior, seu próprio ritmo, andamento, pausas, silêncios, e ensaios de refrão. Os poemas nascem como um misto de aroma secreto e pintura íntima que tende à música. Naturalmente, quando acontece de algum poema virar letra de música é porque o leitor, no caso um leitor bem especial que é o músico/compositor, desenvolve na leitura a sua própria maneira de interpretar esses sinais sonoros do poema, utilizando-os para construir uma nova melodia e harmonia em cima das que o texto sugere na folha de papel.

Hoje aos 40, qual a principal diferença da poesia que você fazia aos 20?

Talvez muitas ou nenhuma. Pois comecei escrevendo com uma linguagem bem simples. E depois, livro a livro, fui sofisticando a minha poesia, desenvolvendo-a, sobretudo em “Tudo que não sei sobre o amor”, até estourar ela, consumir toda minha escrita numa obsessão lírica pelas coisas inamáveis desse mundo. Isso está presente mais nitidamente na primeira parte do meu livro “Nunca seremos tão felizes como agora”. Depois disso, cansei desses caminhos. E comecei a rasgar outros, abrir outras picadas na branca mata da página em branco. Atualmente, acho que retomei a simplicidade, a busca pela forma mais direta de falar. Tanto que escrevo com outra simplicidade agora, abrindo ou mesmo escancarando os ouvidos do poema às coisas comuns que me trazem música no dia-a-dia. Em resumo, acho que estou começando de novo. A vida pode não começar aos 40, mas a poesia talvez sim.

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Quem acompanha seu trabalho pelo seu blog ou Facebook percebe uma produção constante. Como é seu ritmo de trabalho?

Escrevo só quando estou a fim. E pra isso, ajuda muito estar num ambiente propício, com minhas músicas preferidas e silêncio, sem ninguém telefonando ou batendo palmas no portão. Mas quando o poema acontece, muitas vezes não dá pra escolher o ambiente ou mesmo deixar pra trabalhar uma ideia depois, porque a perderia para sempre. Portanto não importa se estou numa fila de banco, no chuveiro, no meio da madrugada ou dirigindo num congestionamento. Na hora que pintar o poema, é preciso escrever. O resto que fique pra depois, e danem-se as horas de sono perdidas, as compras de mercado que deixei de fazer, ou as contas que fui pagar e desisti. O poema tem prioridade.

O Rodrigo de Souza Leão (1965 – 2009) diz que o “poeta atual está quase sempre em uma profunda oscilação entre o caráter dionisíaco e o apolíneo em sua arte. Para você, o que é o poeta atual?

O poeta atual é um ser em extinção, um espécime tão obsoleto como o LP, as fitas K7 ou a tipografia. É um elemento cada vez mais dispensável numa sociedade de consumo em rápido e furioso processo de desagregação, estupidificação e apodrecimento mental. E ao mesmo tempo, nada mais necessário que a figura do poeta em tempos de pobreza, hipocrisia, azia afetiva, ou assepsia crítica. Pois a poesia ainda pode fazer pensar e sentir, ela ainda atende à fome do intelecto e à sede dos sentimentos compartilhados na íntima relação entre o poeta e o leitor.

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A poesia é ainda um gênero literário um tanto marginalizado ou considerado privilégio de poucos belestristas – o que não é verdade, em nenhum dos casos. Qual a principal dificuldade do poeta atual?

É ser um poeta no mundo atual! E acho que me adiantei e já respondi essa pergunta na anterior, ok?

Com esse escanteio dado à poesia, o que é preciso para que ela “ressurja” – no sentido de alcance? E de quem é a culpa dessa falta de alcance?

Se houver uma culpa, não a delego às escolas, às editoras ou aos diversos formadores de opinião que influenciam e interferem no mercado editorial. Acho que todos esses contribuem para o aprimoramento da leitura em nosso País. Enfim, talvez não haja culpa de ninguém. Apenas os tempos mudaram e muitos “poetas” ou escritores que rascunhavam poesia não acompanharam essas mudanças e insistem em utilizar velhos modelos já gastos que pouco ou nada dizem às novas gerações de leitores. Em resumo, o afastamento das pessoas da poesia, pode ser uma simples reação ao afastamento dos “poetas” de tudo que rodeia e habita a vida dessas pessoas.

Falando um pouco de seu trabalho como tradutor. Com um currículo que incluiu Bukowski e Leonard Cohen, se você pude escolher um autor – que “ainda não passou pelas suas mãos – qual seria?

Já escolhi alguns, mas é claro que não vou revelar aqui. Acredito que quando temos um sonho, devemos guardá-lo e abrigá-lo em silêncio, para que ele possa se desenvolver adequadamente, antes de estar apto a voar. Quando você fala de sonhos, a lei da gravidez precede a lei da gravidade.

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Há um grande dilema no mundo da tradução e que diz respeito a tradução e si e o tradutor como autor. Para você, o tradutor ele é também autor daquela obra ou ele funciona como intermediário entre a obra e o leitor?

Sim, o tradutor é também autor da obra neste novo idioma ao qual se propõe à tradução. Quando sou tradutor, me vejo como ator de um texto já escrito em outra língua, o qual devo me esforçar para apresentar da melhor forma possível para uma plateia de nossa língua. É como ser ator e coautor ao mesmo tempo desse texto. Isso tudo orientado pela figura imaginária que componho do diretor da peça, que é o autor do texto original, no caso o Bukowski ou o Leonard Cohen. Sacou?

Quais os novos projetos que podem ser esperados para 2013?

Escrever com ainda mais liberdade, talvez começar a escrever ficção dentro da poesia. Pois já escrevi demais sobre a minha vidinha. Agora talvez eu fale sobre a vida dos outros, talvez eu fale sobre a sua vida, Jonatan… Isso, sem fazer fofoca, é claro… rsrsrs… E também quero curtir os amigos, a família, e sobretudo amar a pessoa amada. Lembra do Oscar Wilde? “As mulheres foram feitas para serem amadas, e não para serem compreendidas”. Sejam elas esposas, namoradas, irmãs, mães, sogras, ou tias…

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