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Promessa de sucesso de bilheteria, O Grande Gatsby, com direção de Baz Luhrmann e inspirado no livro de F. Scott Fitzgerald, publicado em 1925, pode ser chamado de remake do estonteante homônimo de 1974 com Robert Redford e Mia Farrow – sem esquecer a primeira versão, de 1949 que, apesar de bela, não teve o mesmo efeito que sua sucessora um quarto de século depois.

Com toda a “pirotecnia” 3D e um elenco com Leonardo DiCaprio, que esteve muito bem em Django livre, e Carey Mulligan, o longa encanta pela sua beleza estética, mas que se sobrepõe à interpretação dos atores. A combinação de animação com o footage real não caiu bem, embora tenha sido muito feita. Explico: a suntuosidade do livro, passado em 1922 – na “Era do Jazz” -, não se vê representada ali, mesmo deixando às claras a riqueza de Jay Gatsby. Não há a beleza e o encanto do personagem cunhado por Fitzgerald.

Silêncio

O que esperar de um filme que se passa na década de 20 – em questão de trilha sonora? No mínimo, que existam referências à época. Não, nem isso. Que concebeu a trilha teve a brilhante ideia de colocar artistas como Lana Del Rey, Fergie, will.i.am, Florence and the machine e The XX. Sem julgar se são bons ou não, as músicas escolhidas não capturam o espírito do filme – já que são modernas demais.

Para citar um exemplo, o cúmulo acontece durante uma festa de Jay Gatsby em que uma música contemporânea, de “balada” mesmo”, é o pano de fundo. Essa preocupação em transformar O Grande Gatsby em uma superprodução sem conteúdo chega a soar grosseira, sem o refinamento e o cuidado que a obra merece.

Assista ao trailer:

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