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Exatos 33 anos marcam a morte de Ian Curtis, vocalista e letrista do Joy Division e uma das personalidades mais fortes do pós-punk. Com um discurso engajado em suas próprias angustias e desesperos – sem deixar de lembrar das frenéticas crises de epilepsia -, o franzino rapaz de Manchester conquistou, ainda que tardiamente, toda uma geração e escreveu seu nome na história da música.

Ligado no que acontecia de mais moderno mundo afora, Ian levou para o Joy Division – e consequentemente para o New Order – a influência do grupo eletrônico alemão Kraftwerk. Apesar de não ter uma voz possante, ele soube usar seu tom gutural para entoar um de seus hinos, “Love will tears us apart”, música que até hoje é símbolo dos anos 80.

A coisa

Seu conterrâneo, Morrissey, sempre disse que o Joy Division não era nada antes da “coisa”, ou seja, o suicídio de Ian – que se enforcou nos lençóis que dividia com esposa. Verdade ou não, o fim trágico ajudou a cunhar o retrato do jovem de 23 anos que, atormentado, tinha crises epilépticas no palco e retorcia em uma dança que seria imitada por Renato Russo, fã incondicional do Joy Division.

Com uma história repleta de dor e beleza, a vida de Ian é quase um manual do trovador moderno que, afogado em si, perde a batalha solitária da sobrevivência.

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