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The Next day será lançado somente na semana que vem, mas o Nada de meias palavras traz resenha inédita do novo disco de David Bowie, liberado para audição nesta sexta-feira (01) – uma forma maravilhosa de passar o fim de semana. Não deixe de conferir o Especial Fim de semana com David Bowie.

The Next day

A coisa já começa por aí. Quando Tony Visconti prometeu que o disco iria ser muito mais rock ‘n roll que os últimos trabalhos pensei: o que exatamente isso quer dizer? Bem, logo de início tive uma grata surpresa com a faixa título e seu ousado riff à altura de clássicos como The Man who sold the world e Rebel rebel. Por isso, The Next day parece ter sido tirada do disco de 1970. Sem dúvida, uma das melhores do álbum.

Dirty boys

Como um punch tão forte quanto a música de abertura, Dirty boys também remete aos trabalhos mais pesados e ousados de Bowie. O que realmente se percebe é que o Camaleão não perdeu a mão e sou inovar: os backing vocals ajudam a criar a atmosfera e dão o tom da canção.

The Stars (are out tonight)
Sabe aquela música que vale disco? Esse é o caso de The Stars. Transformando a mitologia egípcia em bem de consumo, Bowie consegue criar uma faixa que tem tudo para se transformar em um clássico.

Love is lost

Mesmo com esse título de baladinha romântica, Love is lost não deixa nada a desejar às outras três faixas e conta com as guitarras ácidas e uma bateria pulsante. Essa é uma belíssima candidata a single. Com uma pegada dentro do padrão do novo disco, a faixa não peca e mostra um Bowie sarcástico e bem humorado.

 Where are we now?

Primeiro single do álbum, a faixa dispensa muitas apresentações. Repleta de referência ao período em que viveu na Alemanha – nos anos 70 -, Where are we now? é, verdadeiramente, um resgate do passado e que gerou frutos como Heroes (1975), Low (1977) e Lodger (1977) – todos produzidos por Tony Visconti, que também assina The Next day.

Valentine’s day

É uma faixa nua e crua do universo bowieano. Também candidata a melhor canção do disco novo, mostra que o velho britânico, a despeito de seus 66 anos, se mantém jovem.

If you can me

Canção que mais me causou estranheza, relembra as fases mais experimentais de Bowie, como Low e Heroes, e permite entender, juntamente com WAWN?, o que levou o cantor a usar como capa uma autorreferência: o orgulho do que já produziu. Faixa muito bem vinda e com uma produção impecável.

I’d rather be high

Cadê o Bowie careta em I’d rather be high? Talvez, uma das faixas mais “quadradinhas” do álbum, ela trata justamente do uso de drogas que, recentemente, foi desaconselhado pelo cantor.

Boss of me

A segunda metade do disco não parece ter sido gravada nessa década. Bowie revive suas experiências da década de 1970 e coloca em nosso colo uma de suas melhores criações: Boss of me – que também poderia ter feito parte do Black-tie white noise (1992).

Dancing out in space

Como o próprio nome sugere, a canção é embalada e rápida, mas nem por isso, menos reflexiva. Outra vez, Bowie lava sua própria roupa suja e nos presenteia com uma pérola de suas produções. Caso entre em turnê, esta pode ser uma excelente canção para abrir um show no Brasil, por exemplo.

How does the Grass grow?

Também forte candidate a novo single do disco, How does the Grass grow? é, sem dúvida, uma amostra do quão moderno Bowie se mantém sem deixar de lado suas próprias raízes, afinal, parece ter sido tirada do clássico Ziggy Stardust (1972).

(You will) Set the world on fire

Não tem como não pensar em You really got me, do The Kinks, ao chegar a essa faixa. Quem gosta das fases mais “ancestrais” de Bowie vai amar essa música. Rock de bom gosto e com uma pegada animada.

You feel so lonely you could die

Balada  no melhor estilo Bowie, a penúltima faixa é uma das mais bonitas do disco. Com um lindíssimo arranjo de cordas, You feel so lonely you could die impressiona e paralisa qualquer um.

Heat

Ao contrário da faixa que abre The Next day, a que fecha o álbum é a mais sombria, mas não menos interessante. Com um vocal gutural e um arranjo obscuro, Heat coloca tudo em xeque,não pela falta de qualidade, mas ao contrário: por ter o poder de hipnotizar.

Não deixe de conferir o Especial Fim de semana com David Bowie.

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