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Depois do aparecimento do The Heartbreaks, que lançou seu début álbum, Funtimes, no começo do ano passado, agora é vez de outra banda europeia se transformar na grande sensação do rock. Tão jovens quanto os rapazes de Morecambe, o quarteto de Cavan, na Irlanda, chegou a impressionar Elton John – que logo arrumou para eles um contrato. Eles são o The Strypes.

Apesar da comparação, é impossível confundir os dois quartetos. Enquanto os “veteranos” – afinal, se juntaram em 2009 –têm uma linha inspirada no rock britânico dos anos 80, o The Strypes, formado em 2011, não nega as raízes na década de 1960. E começa pelo visual: Ross Farrelly (voz e guitarras), Josh McClorey (guitarra e voz) e Pete O’Hanlon (baixo) escolheram os cabelos à escovinha de Brian Jones, em uma acepção de bons moços, Evan Walsh (bateria) esbanja o toque desgrenhado de um Bob Dylan em começo de carreira.

Mas se fosse só isso, eles não teriam tocado na BBC Radio 6 e muito menos o show de Manchester comparado – por um  crítico do Guardian – à emoção de ver os Stones no palco do Marqueen em 1962. Se as correlações com os Beatles tomavam de assalto a vida dos quatro garotos, ser chamados, de certa forma, de “novo Rolling Stones” não é nada mal – mesmo o o vocal de Farrelly possuir um quê dos gritos de Lennon e McCartney.

Não tem como não ouvir You Can’t Judge A Book By The Cover e (Get Your Kicks On) Route 66 e não pensar em Revolution. O The Strypes só parece confirmar os novos tempos, inaugurados com o Arctic Monkeys, tempos em que a garotada recém saída da high school faz uma música tão brilhante quanto os seus ídolos.

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