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Tony Visconti não mentiu quando disse que Where are we now? era, realmente, muito calma se comparada às outras músicas que compõe The Next day – disco que representa o fim do hiato de uma década – do eterno camaleão David Bowie. Prova cabal desse regresso ao rock em estado puro é o segundo single do britânico, The Stars (are out tonight) – veja tradução aqui -, lançado nesta terça-feira (26).

Não bastasse essa ser uma das melhores músicas do cantor nos últimos 20 anos, o clipe que acompanhou o lançamento é também uma peça à parte. Dirigido por Floria Sigismondi, responsável por Little Wonder (1996) e Dead man walking (1997) – ambas do álbum Earthling (1997) – conta com a participação de Tilda Swinton e da modelo andrógena Andrej Pejic – com direito à atuação primorosa do músico.

Filosofia

Quem conhece a trajetória de Bowie sabe que ele sempre esteve envolvido com a filosofia, como o conceito de super-homem retirado de Nietzsche e que deu origem à canção The Superman, do clássico The Man who sold the world (1970), com The Stars não há fuga à regra.

Os versos “Stars are never sleeping / Dead ones and the living” e “We live closer to the earth / Never to the heavens / The stars are never far away / Stars are out tonight” são a prova dessa espécie de retorno às letras com maior profundidade. Visconti também já havia nos “alertado” que o disco teria um conceito baseado em história antiga e mitos egípcio.

A segunda música de trabalho de The Next day tem um quê da lenda de Ísis e Osíris, ou seja, a busca implacável. Ísis tem seu irmão-marido, Osíris, assassinado por Seth, que corta o corpo da vítima em quatorze pedaços e, aí, começa a tal busca. Esse mesmo mito parece ter servido de base para que Bowie criasse a conceito de Outside (1995) e seu “art murder mistery”

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