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Nessa edição do Especial Fim de semana, o Nada de meias palavras traz uma entrevista exclusiva com Julie Hamill, criadora do blog 15 Minutes with… sobre o cantor inglês Morrissey. Reunindo entrevistas com diversos colabores do bardo, ela tece uma colcha de retalhos que permite entender melhor como o menino franzino se transformou em uma dos maiores ídolos do rock.

Primeiro de tudo: como e por quê você começou o blog sobre Morrissey?

Acho que faz sentido escrever sobre algo que se ama e eu amo The Smiths e Morrissey desde que os vi em 1985. Eu sou fascinada pelas pessoas que passaram algum tempo com o Morrissey e o Johnny Marr e adoro dar uma espiadinha na memória deles para ter uma ideia de sua verdadeira personalidade, ou melhor, a imprensa mostra isso.

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Os fãs do Morrissey são muito críticos ao que diz respeito a ele. Como você sente isso no seu trabalho?

Acho que isso contraditório e bem besta. Meu site é uma celebração sobre o Morrissey e não estou interessada em quem o odeia. Escrevo para aqueles que o amam.

Seus postos são, geralmente, sobre parceiros antigos de Morrissey. Desse jeito, você acha que pode entender melhor o que é ou quem é o Morrissey de verdade?

Acho que sim. Mas também acho que ele é um fascinante quebra-cabeça que, provavelmente, nunca será resolvido ou corretamente compreendido. É uma tentativa divertida.

Você já tentou planeja uma entrevista com alguma colaborar atual do Morrissey?

Pedi ao Boz [guitarrista que acompanha Morrissey desde 1991] e ele, educadamente, recusou. Falei com o Jake Walters, fotógrafo e grande amigo dele. Ele também declinou, mas ficou encantado com o convite.

O que podemos esperar do “15 minutes with…” nesse ano?

Nunca sei o que está por vir, mas vou tentar trazer a maior variedade possível, de fãs famosos a colaboradores. Se der certo, gente do meio musical. Eu adoraria encontrar Terry Hall [cantor britânico, atualmente na banda de ska The Specials].

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No seu site é possível ler entrevistas com o Spencer Cobrin [baterista], Clive Langer [produtor] , Kevin Armstrong [produtor] e tantos outros. Qual seu favorito?

Eles são todos fantásticos de seu próprio jeito e meu favorito muda o tempo todo. Mas se você me pedisse para escolher um agora, eu diria que é o Clive Langer, mas só porque ainda estou êxtase do quão bacana ele é.

Morrissey é um tipo de influência na “vida cultura” de muitas pessoas. Ele te influenciou de alguma forma?

Eu diria que escolhi parar de comer carne quando tinha 13 anos, mas com certeza, ele tem um dedinho nisso.

Vi que você gosta do Bowie. Na sua opinião, qual a principal diferença entre ele e o Morrissey?

Os dois são cantores únicos. Ninguém foi como eles antes que eles surgissem e nem tem sido desde então. Temo que ache mais semelhanças que diferenças como seres únicos que exploram a cena musical. Talvez, no começo dos anos 80, Bowie tenha feito mais música pop, com Let’s dance e Modern love e etc. Mas, como Morrissey, ele é duradouro, algo de beleza e encanto que merece estar continuar. Eu amo Where are we now?, Life on Mars e tudo do Ziggy Stardust.

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