heartbreaks

Os ingleses do The Heartbreaks ainda não aportaram por aqui e poucos brasileiros, efetivamente, os conhecem, no entanto, o quarteto de Morecambe já é descrito como uma das bandas mais interessantes da nova década. Com apenas um disco lançado, Funtimes (2012), a banda tem viajado aos quatro cantos do globo e já chegou a abrir um show para o Morrissey em 2011.

Com um som que mistura The Smiths a Housemartins, tem gente afirmando que eles são melhores que o Arctic Monkeys – a última grande sensação do rock britânico e uma das melhores bandas de todos os tempos. Apesar dessas comparações, o The Heartbreaks possui letras que se distanciam desses grupos.

Enquanto o The Smiths tinha como letrista o talentoso Morrissey, falando de angústias, literatura e cinema, o quarteto de garotos debate – no bom sentido da expressão – com o inevitável amadurecimento. Delay, delay diz: “You had to become a real man whilst all I do is play”, um contraste entre a responsabilidade e o fenômeno da passagem, descrito no filme – atualmente cult – Curtindo a Vida Adoidado (1980).

Coragem

O vocalista, Matthew Whitehouse, com sua voz anasalada dá pungência às letras do baterista, Joe Kondras. “O tipo de banda em que eu quero estar é do tipo que eu colaria um pôster na parede quando tinha 13 anos”, releva  Whitehouse, o que demonstra a ousadia das músicas simples, porém, repletas de energia e que conferiram ao primeiro disco o título de uma dos melhores discos de 2012 – rivalizando com o Banga da Patti Smith e o Old ideas do Cohen.

Diferente da pulsação dançante do Franz Ferdidand, as guitarras de Ryan Wallace e o baixo de Chris Deakin criam um rock corajoso, perceptível no último single da banda, Hand on heart, lançado no iTunes no último dia 15.

Isso explica, facilmente, porque o quarteto já foi destaque em publicações como a NME e a Clash.

Confira o vídeo de Hand on heart

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