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As bibliotecas são paisagens complexas e, por isso, fascinantes. As vezes em que me aproximei de uma – que não fosse a minha – me sentia prostrado frente a um Golias; um gigante a quem deveria temer, mas que poderia ser vencido.

Dentro de cada uma existe um pedaço da minha memória, indelével e que não pode ser ignorado – fazendo parte de mim e também delas. A Biblioteca de Babel são as parciais de cada biblioteca que visitamos e construímos uma espécie de cumplicidade inconsciente.

Por isso, escrevo. Cada linha é um livro à parte. É um motivo clariceano, por certo. Assim, escrever é uma forma consciente de esquecimento, no qual os fatos são postos lado e se permitem reviver.

Uma biblioteca é a Babel em si; cada livro é a desforra lingüística de seu autor que jamais se exume da tarefa de criar o imaginário tal qual o real. Dessa maneira que as coisas funcionam. Ponto

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