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Finalmente, o “Jurado C” foi revelado. E trata-se justamente de Rodrigo Gurgel, critico literário severo e implacável – ou seria, meticuloso e desfavorecido dos prazeres de premiar os “canonizados”?

Em artigo publicado na Folha, Gurgel deixou claro que Nihonjin, do maringaemse
Oscar Nakasato, não só mereceu o prêmio, como fez um romance superior à Infâmia de Ana Maria Machado. (Nem vou reproduzir os argumentos de Gurgel.)

Ao contrário do livro da veterana, a obra de Nakasato é repleta de referências que circulam em si mesma e se completam por estar dentro do tema. Uma passagem fantástica acontece quando uma filha de imigrantes japoneses decide se casar com um brasileiro, considerado um ser inferior. Isso seria mais que a ruptura com a cultura ancestral, se transformaria na sentença de morte à propagação das gerações das tradições nipônicas.

Furor

Quando Gurgel – ainda sob o signo de “Jurado C” – desferiu – pois muita gente sentiu-se golpeada – uma nota relevante a um livro de estreia, estava feito o furor.

Como se pode atenuar a irrevelância de uma premiação que mais parece uma agremiação amadora; um conchavo? Tomemos como exemplo (inverso) o Portugal Telecom de Literatura e os comparemos lado a lado.

Vão falar em patrocínio, valor de prêmio em dinheiro e outras coisas que nada tem com o literário. Cabe a cada um de nós examinarmos o que queremos do Jabuti para que ele retorne à sua graça e importância.

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