Oscar Wilde (1854 – 1900) animou a Inglaterra vitoriana com peças como O Marido ideal, Uma Mulher sem importância e Salomé. Sua produção para as crianças – O Príncipe feliz, O Gigante egoísta e O Rouxinou e a rosa e outros -povoou de emoção e magia o coração, mas foi com seu único romance – O Retrato de Dorian Gray – que esse irlandês chocou o mundo e escreveu seu nome na história. O poema a seguir foi traduzido por mim.

Minha voz

Nesse mundo moderno, inquieto e apressado
Tomamos nossos corações cheios de prazer – você e eu,
E agora as brancas velas de nossa nau estão enroladas,
E rotas por carregar tamanha embarcação.

Razão pela qual, antes da hora, minha fronte adoeceu
Por grande tristeza é minha alegria fugidia,
A amargura empalideceu o rubro de minha boca,
E a Ruína baixou as cortinas do meu leito.

Mas toda essa vida tem sido para ti
Nada mais que a lira, o alaúde e o verbo
Da viola bastarda ou da canção do mar
Que adormece, um eco mímico, em uma concha.

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