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O mais recente nobel de literatura, o chinês Mo Yan, é ainda um desconhecido nas terras tupiniquins. Sem nenhum livro editado no Brasil, o escritor, que recebeu a bagatela de US$ 1,2 milhão, é um dos mais famosos dissidentes do regime chinês e também o segundo a ser agraciado com os láureos da academia sueca – o primeiro foi Gao Xingjian, naturalizado francês.

Apesar de carregar essa “fama”, Yan parece ter passado despercebido até agora do mercado editorial brasileiro, tanto é que, em uma busca rápida, o autor de Life and death are wearing me out não aparece não Wikipedia – o que pode significar, para o internauta médio, a completa inexistência de Mo Yan.

E assim, ele parece transparente. Diferentemente de Haruki Murakami, que era o nome mais cotado para levar o Nobel de Literatura. Por sinal, Murakami, que é japonês, vive há anos nos Estados Unidos e transformou-se em um dos mais importantes escritores orientais baseados no ocidente. O mesmo se pode dizer de  Kazuo Ishiguro, que mora na Inglaterra, mas também nasceu no Japão.

Resta agora saber com quem ficará, no Brasil, os direitos de obras como The Garlic Ballads, The Republic of wine e Big breasts and wide hips. Isso, pensando positivamente, se alguém se interessar. Analisando os últimos anos, é bem provável que os livros saiam por aqui pela Companhia das Letras ou pela Alfaguara – ambas detentoras de nobéis como Saramago e Vargas Llosa, respectivamente.

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